quinta-feira, dezembro 26, 2002
"Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor
do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite já
não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não
dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo
nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, não podemos dizer nada."
as 1:47 PM