segunda-feira, julho 14, 2003
"Podemos imaginar que cada electrão aceita - talvez com relutância, em virtude do idêntico sinal de carga - um companheiro de orbital, de spine oposto, mas se afasta tanto quanto possível de todos os outros electrões e ao vaguear dentro dos confins mal definidos de sua orbital, provavelmente faz o mais possível por evitar a vizinhança do seu irriquieto companheiro."
Eu aqui, tentando me transformar numa pessoa fria, calculista (clichê, eu sei), científica, quase que inerte (talvez pra entrar pra família dos gases nobres) e sair de uma vez por todas desse período "mulherzinha-bobinha-amelinha-à-espera-amor-verdadeiro" enfim me deparo com esta explicação num livro de pura química orgânica de 1983, e descubro que onde eu menos imaginava encontrar, existe sim um pouco de poesia.
Na verdade creio que nasci na época errada, deveria ter chegado a esse imenso cenário da vida real nos tempos de outrora onde o romantismo reinava até mesmo no princípio de exclusão de Pauli...
E só.
as 7:40 PM