terça-feira, janeiro 20, 2004
Analista Fitness
Descobri que a medida que a gente envelhece, somos capazes de manisfestar os mais sórdidos tipos de mazelas que podem haver. Stress, fadiga, hipocôndria, depressão e toda sorte (?) de dor. Nas costas, no joelho, na coluna...
Já reparou que criança num tem essas coisas? Doença de criança é gripe, dor de ouvido, dor de barriga, na pior das hipóteses algumas daquelas doenças causadas por pais irresponsáveis (e indiretamente pelo vírus) que não vacinaram os pequeninos.
Mas nós não. Depois dos 25 começa. Nem se engane meu caro.
Eu fui intrísecamente acometida por uma estranha patologia: a baixo estima.
O antídoto? Exercício físico.
Esses 15 dias que passei (nem tão) afastada da academia me rendeu momentos de total paranóia. Agravados, claro por uma abutre invejosa que comentou: "tá gordinha hein?" E o estopim estourou. Entrei numa de me achar uma baleia, de pensar um monte de coisas ruins em série, e terminar sozinha chorando.
Síndrome da abstinência. Era isso. Nunca pensei que algum dia me viciaria exercício!
Porra, logo eu que era tão sendentária?!! Que detestava qq esforço que fosse maior do que me levantar da cama?! Pois é...
Tirei lá do fundo do íntimo das cucuia do âmago do meu ser uma resistência física extraordinária e me viciei nas endorfinas, serotoninas e todas as "inas" que invadem meu corpo durante o movimento. Chego a pensar que eu devia ter feito educação física.
Vc deve estar pensando: o que há de doença em gostar de exercício? Nada meu bem.
O que está errado é ficar completamente dependente dele para se sentir bem consigo mesma. Mas pensando bem, acho mesmo que é as crianças são mais felizes porque se movimentam o tempo todo. Brincando...gesticulando...pulando corda...
...
E provavelmente eu descobri a fórmula da independência amorosa. E de quebra a da felicidade. To começando a crer que é possível ser feliz sozinho. E quando você também aprender a se amar de alguma forma saberá do que eu to falando.
as 1:15 AM